quinta-feira, 19 de março de 2009

Sem tempismo

Venho com esse, vos comunicar o porque da minha ausência durante quase um mês do blog... Apesar de ter postado apenas uma vez devo explicações, acho que mais para mim mesmo, quanto a minha própria ausência [meio doido isso] Continuando, o "sem tempismo" que anda rondando a minha vida nos últimos dias e que provavelmente durará durante todo o período letivo me impossibilitará de escrever aqui. Porém haverá vezes como essa, que virei.

Estou com mais ou menos 5 postagens ali por terminar, me falta idéia, me falta tempo, me falta inspiração. Acho que são as Romas, Grécias, PIPES, Educações, Antropologias, que vem tomando espaço da minha pobre mente e não conseguirei produzir nada se continuar a estudar e pensar somente nesses assuntos [ História não é, ao contrário do que dizem e pensam por aí, nada fácil] pelo menos não pra aqueles que como eu querem ir mais a fundo nela. Saindo um pouco do contexto vejo que não é apenas ler os textos passados pelos professores para a próxima aula, tem que haver todo um preparo, todo um ensaio pra ouvir um Professor Doutor. Aulas de universidade [pelo menos em meu ponto de vista] são palestras, onde se tem que chegar entendendo bastante daquilo do que será falado pra não "se perder" e para que isso não aconteça tem que ler cuidadosamente o texto indicado e ler complementos para esse, ler, ler e ler. Se preparar. Isso toma tempo, metades de madrugadas, horários de almoço, idas e vindas de ônibus. Pra quem quer um pouco mais realmente se torna difícil.


Finalizando, estou aí, qualquer dia apareço. Pra escrever qualquer baboseira... Como encerramento deixo uma frase que gostei realmente de ler.





"... É isso que me faz pensar que a história (o ensino da história, a sua prática, a leitura de obras históricas)(...) contribui para formar pessoas cujas opiniões sejam livres, que sejam capazes de submeter as informações com que são bombardeadas a uma análise lúcida, mais capazes de agir com conhecimento de causa, menos enredados nas malhas de uma ideologia..."





DUBY, Georges e LARDREAU, Guy. Diálogos sobre a Nova História: Publicações Dom Quixote, 1989.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Entrando pra História


Dia 30 de janeiro de 2009 recebo uma das melhores notícias da minha vida, havia passado no vestibular.

A partir do próximo dia 2 estarei em uma sala de aula pra aprender e absorver principalmente o que de melhor se há no campo dos estudos, que é a história do homem e de sua sociedade.

A minha visão crítica do que é a história está além do que as minhas pobres palavras podem expressar. Vejo o mundo com outros olhos, não esses que podem ver superficialmente, vejo um passo a frente, vejo um passo atrás, vejo tudo de mais, analiso de mais, critico de mais, isso as vezes me deixa insuportável, mas a vida me fez ser assim. O pior não é descobrir que papai noel não existe, é saber que tudo aquilo que se fala no hino nacional do seu país é uma mentira. O que se lê hoje em um livro se pode descobrir amanhã que era omissão ou mesmo mais uma mentira. Que fontes são confiáveis? Que jornais não são censurados? Em quem, em que podemos acreditar? O ser humano vive hoje em um dilema de tentar achar respostas para tudo, não quero simplesmente achar as respostas, eu quero achar as verdadeiras respostas, não pra tudo, obviamente isso é impossível, mas quero chegar perto de ter uma única coisa verdadeira e comprovadamente verdadeira. Não com esses sentidos de ver, ouvir, uma coisa que a minha consciência, que o meu eu mais cético, mais crítico me faça acreditar plenamente.

Estou entrando pra essa nova etapa da minha vida e deixo aqui, a partir de hoje, todos os meus preconceitos, todo o meu tradicionalismo, todo o meu conservadorismo, tento deixar parte da minha personalidade que irá influenciar no absorver de novas idéias, minha mente está quase que limpa pra tudo que for novo, tudo que for desvendado, tudo que for principalmente desmentido.

…todo esse mundo é novo, espero melhorar com as palavras…
“…Eu quero dizer o oposto do que disse antes, eu preferio ser essa metamorfose ambulante…” Raul Seixas